Gentileza gera gentileza: até no mundo da TI!

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Quantas vezes não ouvimos nossos pais falarem: “Seja gentil com as pessoas, gentileza gera gentileza!”. E realmente é um fato, quando você é gentil com uma pessoa (na maioria das vezes) ela vai ser agradável. Mas ao mesmo tempo ouvimos “Não seja bonzinho, o mercado de trabalho é cruel e vai te derrubar.”. O que é outro ponto de vista, porém nem tão certo assim.

Será que gentileza, gera gentileza?

No mundo dos negócios, gostamos de usar a palavra ‘networking’. É o ato de fazer contatos, conhecer pessoas, deixar sua primeira impressão. No meio dessa busca insaciável por contatos, negócios e cargos, ainda existe espaço para gentileza dentro das empresas? Devemos ajudar nosso companheiro de trabalho, mesmo sabendo que isso pode alavancar a carreira dele?

A minha resposta é: sim!

Vamos entender o motivo…

As gerações

Desde cedo, nossos avós (hoje com 60 anos ou mais) saiam de casa para trabalhar com o seguinte pensamento: “eu quero trabalhar duro para sustentar minha família e um dia ser diretor da empresa.”, assim ficaam 20, 30, 40 anos na mesma empresa até conseguir (ou não) o sonhado cargo de diretor.

O mesmo aconteceu com nossos pais, porém, com o acesso mais fácil à informação (vindo da televisão) o pensamento mudou. Então ouvimos a seguinte frase: “eu quero trabalhar bastante para conseguir meu carro, minha casa, minha esposa e virar gerente da empresa”. Perceberam a diferença? O foco deixou de ser a família como uma unidade, mas os itens pessoais que a compõem. Essa geração ainda mantém os valores da geração mais antiga, como ficar bastante tempo nas empresas e construir uma carreira.

Carreira, isso mesmo. Deixamos de lado o trabalho e ingressamos num plano de carreira. Onde você vai definir suas metas para daqui 5, 10, 15 anos. E vai construindo seu espaço para chegar lá.

Perceberam um padrão? Em nenhum momento se falou do coletivo, da empresa como um todo. É aquela velha história do “o desenvolvimento pessoal gera o crescimento coletivo”. Mas isso vai mudar nas gerações seguintes.

A Geração Y (começo dos anos 80) foi a primeira geração no Brasil a crescer junto com uma tecnologia que iria revolucionar o mundo: a internet. Com esse súbito acesso de informação, onde antes vinha pela TV, rádio e jornais, surgem novas possibilidades de carreira e novos lugares para serem explorados. Essa geração está sempre em busca de idéias e conhecendo pessoas,são os primórdios do networking e o valor do trabalho em grupó. Só que essa geração ainda mantém um traço muito forte das gerações anteriores: prefere estabilidade financeira à explorar novos desafios. Nessa época surgem pessoas que farão incríveis trabalhos no mundo da tecnologia (Google, Napster, Facebook, YouTube). O trabalho em equipe é essencial nessa geração, onde cada membro é responsável pelo crescimento do projeto.

Enfim chegamos na geração atual, aqueles que estão entrando no mercado agora ou entrarão daqui poucos anos. A Geração Z (começo dos anos 90) cresceu ligada à uma tecnologia estável e dominante. Não é estranho ver filhos de 10 anos que sabe mexer num aparelho celular melhor que o pai, que já tem um faz muit tempo. Essa nova geração recebe diariamente uma “dose letal” de informações todos os dias, em qualquer lugar que estejam, e essa geração sabe administrar essa quantidade de informação e utiliza-la conforme necessidade. No mercado de trabalho essa geração também não faz por menos. Sempre antenados em novas tecnologias e novos recursos, eles estão sempre buscando desafios. O paradigma mudou radicalmente da geração dos nossos avós para a Geração Z. Se antes o foco era família e estabilidade, agora é dinheiro e realizações pessoais.

Opa, peraí. O que isso tem a ver com gentileza?

Esse (nem tão breve) resumo sobre as gerações do mercado de trabalho vai nos trazer 2 pontos importantes: ajudar ou não ajudar?

Antes da Geração Y, o conhecimento de cada pessoa, individualmente, era importante para a empresa e mais importante ainda para a o profissional, ja que mantinha o seu emprego. Dificilmente você iria ter um profissional passando experiência para outro se aquele não iria aposentar. É a máxima “Por que vou ensinar? Pra ele tomar meu lugar?”. Isso ainda permanaceu com os nossos pais (e permanece em algumas pessoas até hoje!).

Profissionais dispostos à ensinar são bem vistos e cobiçados no mercado de trabalho

Daí pra frente, foi se percebendo que a troca de experiência entre profissionais era vantajoso. Tanto para quem aprendia, quanto para quem ensinava. E as empresas foram percebendo isso, já que dois profissionais que sabem é melhor do que um que mantém todo o conhecimento. (matemática básica :-D)

Esse novo pardigma adquirido pelas empresas revelam dois tipos de profissionais distintos:

os reativos: aqueles que só procuram/oferecem ajuda quando vê que a coisa está ficando complicada e isso vai afetar o time.

e os próativos: aqueles que sempre buscam treinamentos e oferecem ajuda para quem está precisando.

Sem falar mais nada, quem você acha que as empresas preferem?

Esse é um dos tipos de gentileza do dia a dia que são notadas pelas pessoas, especialmente líderes e gerentes.

Gentileza com os outros, gera gentilezas para você.

Mas só no trabalho gentileza vai me ajudar?

Aí entramos no conceito anterior de networking. Sabe aquele amigo seu da faculdade, esforçado mas tinha dúvidas sobre um exercício e você não pode ajuda-lo por que estava atrasado pra ir pro bar com a galera? Ele vai ser o gerente que vai te entrevistar na empresa dos seus sonhos.

Conhecer pessoas é algo necessário, mas mostrar o que você tem de bom à oferecer é algo inteligente. Durante toda nossa vida conhecemos várias pessoas e especialmente nos cursos/faculdade conhecemos pessoas importantes profissionalmente. Aquele professor que pode indicar para uma vaga ou aquela garota que está trabalhando no RH da empresa perto da sua casa. São tantas situações que seria impossível descrevê-las.

Na área de Tecnologia da Informação, isso tem um peso maior. As pessoas pedem indicações à todo momento, perguntam se a pessoa é um profissinal qualificado ou foi um estudante dedicado na faculdade. É aí que a gentileza entra: ser gentil com colegas e professores pode te trazer muitas outras gentilezas durante sua trajetória futura.

Desde segurar a porta para a pessoa entrar, ou explicar aquele trecho de código que a pessoa ainda não entendeu. Tudo que é feito, vai afetar alguém de alguma forma.

É isso, galera!

Depois de tanto falar o que você acha? Gentileza no mercado de trabalho funciona?

 

Imagens:
1: http://www.computermasteronline.com/

2: http://www.presentationmagazine.com
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